Juliana Fiúza/ novembro 24, 2019/ Blog/ 0 comments

O Palácio Tiradentes será transformado em Centro Cultural após a mudança da Alerj para o novo prédio.

Em 2016 foi anunciado que a Alerj, localizada no Palácio Tiradentes, iria reformar o famoso “Banerjão”, localizado na na Avenida Nilo Peçanha 175, no Centro . Na época, a obra foi orçada em R$ 139,00 milhões, mas logo foi reajustada para R$145,00 milhões, devido a correção monetária.

Reforma

A reforma que começou em julho de 2016, e estava prevista para finalizar no segundo semestre de 2018, só deve acabar no primeiro semestre de 2020. De acordo com a Alerj, a intenção era facilitar o acesso a assembléia, além de economizar nos cofres o valor pago com aluguel.

O prédio terá móveis novos e um espaço de coworking. O elevador do antigo Banerjão, considerado o mais rápido do país, voltará a ser utilizado. Ele viajava à 20 km/h, indo do vigésimo nono andar ao térreo, em apenas dezoito segundos. Também foi reformado um grande painel de jacarandá que fica na entrada do prédio.

Medidas Ambientais e Economia

A Alerj anunciou que não será necessário contratar uma empresa para limpar a parte externa do novo prédio, devido as janelas possuírem duas roldanas que permitem o giro de 360°. Além disso, o prédio ganhou uma estação de tratamento de “águas cinzas”, que irá reaproveitar a água da chuva, subterrânea e de lavatórios. A economia seria, então, de 35% comparado com o prédio atual.

Mudanças físicas

O plenário ficará nos três subsolos do Banerjão, onde ficavam os cofres do banco. Apesar do angulo de visão não ser como o de agora, serão instalados telões.

Confira todas as mudanças do prédio novo na matéria do Felipe Grinberg, publicada no jornal O Globo, disponível apenas para assinantes. Basta clica aqui.

Futuro do Palácio Tiradentes

Após a transferência completa para o prédio novo, o Palácio Tiradentes será transformado em um Centro Cultural. O novo edital deverá ser lançado nos próximos meses, como anunciado pelo jornal O Globo, garantindo que o plenário será preservado para cerimônias especiais, como posse dos governadores.

Quanto ao anexo, conhecido como Palácio 23 de Julho, o futuro ainda é incerto. Apesar de ter divulgado a ideia de demolição, já foi descartada esta hipótese, deixando em aberto o futuro do edifício.

Breve história do Palácio Tiradentes

Inaugurado em 1926, ele é um dos mais importantes marcos da arquitetura brasileira, ícone da ‘Belle Époque’ carioca. As suas dependências e corredores guardam uma grande parte da memória política do estado e do país. Até 1960 todos os presidentes da República, de Washington Luiz a Juscelino Kubitschek, tomaram posse no salão nobre do palácio e do alto de sua principal varanda discursavam para o povo, que lotava as escadarias.

Em 1960, ano da transferência da capital do Rio para Brasília, o Palácio Tiradentes passou a abrigar a Assembleia Legislativa do Estado da Guanabara (ALEG). Quinze anos depois, com a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro surgiu a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ). O terreno onde foi construído é considerado um sítio histórico. No Brasil Colônia ali ficava o prédio conhecido como Cadeia Velha. No andar de cima, trabalhavam os vereadores. No de baixo, ficava a cadeia. Por isso, o local ficou popularmente conhecido como Cadeia Velha.

Foi lá onde o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, ficou preso, durante três anos antes de ser enforcado no dia 21 de abril de 1792. O antigo prédio foi demolido em 1922 para dar lugar à construção do palácio.

A história do Palácio Tiradentes faz parte do tour Rio Antigo: Ruas, Becos e Sociedade e do Tour Rio Desaparecido, realizado em parceria com o primeiro museu virtual da cidade, o Rio Memórias. Confira a programação dos passeios na agenda do site. Basta clicar aqui.

Fonte

https://oglobo.globo.com/rio/nova-sede-da-alerj-no-antigo-predio-do-banerj-ja-esta-com-96-da-reforma-de-150-milhoes-concluidos-24097619

https://oglobo.globo.com/rio/obra-no-banerjao-custara-148-milhoes-20564100

http://www.alerj.rj.gov.br/Visualizar/Noticia/45740

Crédito da imagem da matéria: TKD Fotografia retirada do Jornal Voz da Serra.

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About Juliana Fiúza

Juliana Fiúza é guia de turismo e empresária em sua agência, Papo de Guia. Mora no Rio de Janeiro, é estudante de letras, apaixonada por música, literatura, cultura pop e papelaria.

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